Entrevista da Semana

 

Entrevistado: Elmer Musser Pereira

 

Presidente da Juceb fala sobre REDESIM

 

Aprovado dia 12 de julho, por unanimidade, na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei do governo que cria a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e Legislação de Empresas – Redesim, trás para os empresários brasileiros a primeira vitória na simplificação dos procedimentos de abertura, manutenção e encerramento de empresas.

A Redesim deverá integrar todos os processos dos órgãos e entidades responsáveis pelo registro, inscrição alterações e baixa das empresas, por meio dos seus sistemas informatizados próprios. A meta é criar uma única entrada de dados e documentos (que será a Junta Comercial, para as empresas mercantis) e reduzir a documentação exigida ao mínimo essencial.

Na avaliação do Presidente da Junta Comercial do Estado da Bahia - JUCEB, Elmer Musser Pereira, a Redesim será de grande funcionalidade, principalmente por se dispensar certidões negativas para o registro de qualquer ato. “A Redesim traz inovações interessantes, como criação de um cadastro nacional de bloqueio de CPFs, a exemplo do que a Juceb de forma pioneira implantou, para se impedir que prosperem os chamados “sócios laranja” com a utilização fraudulenta de documentos de terceiros” afirma Elmer Musser.

Hoje, a burocracia existente para abertura, alteração e baixa de empresas, é o que mais desestimula o empresário. Na Juceb abre-se uma empresa em 24 ou no máximo em 48 horas, se a documentação estiver toda regular, prazo praticado pela maioria das Juntas no país. Para Elmer Musser a baixa, porém, tem outro aspecto, pois o empresário sente-se sem estímulo para fazê-la pela exigência das certidões, não por existirem débitos, mas pela burocracia em obtê-las, geralmente por meio de terceiros, quando o empresário não quer e muitas vezes nem pode arcar com despesas. O tempo necessário à baixa na Juceb é tão rápido quanto uma constituição, ou seja, 24/48 horas, atendidas as formalidades legais. A criação da Redesim pretende resolver a questão simplificando e racionalizado o processo e objetivando a redução de custos e prazos.

Ainda na avaliação do Sr. Elmer Musser a Redesim, apesar de ser um grande avanço, ainda possui alguns pontos de simplificação que poderiam ter sido adotados, tais como as Juntas não serem depositárias das partículas ME e EPP, que constitui matéria tributária, e não de registro mercantil, que muitas vezes afeta a celeridade da tramitação do processo. Outra sugestão que a Juceb ofereceu foi a de se dispensar a publicação necessária à redução de capital, introduzida pelo Código Civil, além do detalhe da assinatura no Registro de Empresário, que atualmente deve coincidir com o nome a registrar e não com a própria assinatura do interessado.

A proporção de empresas registradas e empresas fechadas também é alvo de discussão. Na constituição a medida é de 34.000 novas empresas ao ano, enquanto a baixa mantém-se em torno de 4.000, considera-se aí as baixas espontâneas, de iniciativa própria, e não os cancelamentos obrigatórios previstos no art. 48 do Dec. 1.800/96, que tem a média anual de 17.000 empresas. Elmer afirma que, o número de baixas é, portanto, irreal, pois calcula que existam cerca de 280.000 empresas desativadas, porém sem dar baixa, o que é motivado palas dificuldades já apontadas. Acredita ainda que a dispensa de certidões, como propõe o projeto original de Redesim, induzirá essas empresas a formalizarem sua baixa.

 

Junta Comercial do Estado da Bahia trabalhando de forma eficaz

 

A Juceb tem se caracterizado em implantar medidas que visem agilizar e facilitar a vida dos empresários. Como exemplo, o cadastro integrado com a Receita Federal e com a Sefaz para obtenção simultânea das respectivas inscrições, a digitalização do acervo documental, que proporciona o acesso à imagem via internet, o sistema de auto- atendimento, que oferece serviços igualmente via web, o bloqueio de CPF para proteção individual, como já dito, e, mais recentemente, gratuidade para certidões de busca de nome e o tratamento diferenciado às cooperativas pelo seu aspecto social.

Merece registro também o funcionamento da Ouvidoria, que busca a melhora do atendimento e transmite de igual forma sugestões que muitas vezes se transformam em novos procedimentos normativos. Dentro de poucos dias já estará em funcionamento o registro de empresários por meio eletrônico, que agilizará ainda mais esse processo.

 

7) Fale sobre o trabalho desenvolvido na Junta Comercial do Estado da Bahia. Conquistas.

 

6) A Redesim e a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, se aprovadas, devem diminuir a informalidade e, com isso, gerar mais empregos. E a carga tributária?

 

- Espera-se que o REDESIM e o estatuto das Micro e Pequenas Empresas diminuam a informalidade.

 

 

5) Qual a proporção de empresas registradas e empresas fechadas, por ano? Esse número tem crescido ou não? Porque?

 

- Na constituição a medida é de 34.000 novas empresas ao ano, enquanto a baixa mantém-se em torno de 4.000, considera-se aí as baixas espontâneas, de iniciativa própria, e não os cancelamentos obrigatórios previstos no art. 48 do Dec. 1.800/96, que tem a média anual de 17.000 empresas. O número de baixas é, portanto, irreal, pois calculamos que existam cerca de 280.000 empresas desativadas, porém sem dar baixa, o que é motivado palas dificuldades já apontadas.

Acreditamos que a dispensa de certidões, como propõe o projeto original de REDESIM, induzirá essas empresas a formalizarem sua baixa.

 

3) O que precisa ser ajustado, na sua opinião, sobre o Redesim?

 

- O REDESIM é um grande avanço, mas há alguns pontos de simplificação que poderiam ter sido adotados, tais como as Juntas não serem depositárias das partículas ME e EPP, que constitui matéria tributária, e não de registro mercantil, que muitas vezes afeta a celeridade da tramitação do processo. Outra sugestão que a Juceb ofereceu foi a de se dispensar a publicação necessária à redução de capital, introduzida pelo Código Civil, além do detalhe da assinatura no Registro de Empresário, que atualmente deve coincidir com o nome a registrar e não com a própria assinatura do interessado.

 

4) Há uma estimativa do número de empresas que estão se valendo Lei de Recuperação de Empresas?

 

- O número é inexpressivo

 

A criação da Redesim pretende resolver a questão da burocracia para abertura, alteração e baixa de empresas, simplificando e racionalizado o processo e objetivando a redução de custos e prazos. O retrabalho do cliente e dos órgãos e entidades envolvidos deverá ser significativamente reduzido, esperando-se, também, aumento da eficiência e eficácia dos órgãos fiscais e aumento da satisfação do cliente no seu relacionamento com os órgãos públicos.

 

2) Hoje, quanto tempo em média o cidadão despende para abrir uma empresa? E fechar? Qual o(s) principal(is) motivo(s)? O que gera tanta burocracia?

 

- Na Juceb abre-se uma empresa em 24 ou no máximo em 48 horas, se a documentação estiver toda regular, prazo que diria ser o mesmo praticado pela maioria das Juntas no país.

A baixa, porém tem outro aspecto, pois o empresário sente-se sem estímulo para fazê-la pela exigência das certidões, não por existirem débitos, mas pela burocracia em obtê-las, geralmente por meio de terceiros, quando o empresário não quer e muitas vezes nem pode arcar com despesas.

O tempo necessário à baixa na Juceb é tão rápido quanto uma constituição, ou seja, 24/48 horas, atendidas as formalidades legais.

 

A Redesim simplifica a abertura e o fechamento de empresas, integrando os órgãos envolvidos no processo e instituindo o cadastro unificado entre União, estados e municípios. Também permite a entrega de documentos necessários à abertura do empreendimento em um único local, evitando o que acontece atualmente, quando o empresário é obrigado a apresentar mais de 90 documentos em mais de dez órgãos federais, estaduais e municipais.

 

1) Qual a avaliação sobre o Projeto de Lei do governo que cria a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e Legislação de Empresas – Redesim?

 

- O REDESIM será de grande funcionalidade se aprovado na sua versão original, ou seja, aprovado pelo DNRC – Departamento Nacional de Registro do Comércio, principalmente por se dispensar certidões negativas para o registro de qualquer ato.

 

 

 

O projeto da Redesim simplifica a abertura e o fechamento de empresas, integrando os órgãos envolvidos no processo e instituindo o cadastro unificado entre União, estados e municípios. Também permite a entrega de documentos necessários à abertura do empreendimento em um único local, evitando o que acontece atualmente, quando o empresário é obrigado a apresentar mais de 90 documentos em mais de dez órgãos federais, estaduais e municipais.


Pontos como esses foram incluídos no projeto da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, resultado de negociações entre parlamentares e governo. O objetivo é reduzir o prazo para abertura de empresas, que atualmente leva em média 152 dias.

 

 

O Projeto de Lei para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM) foi enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional em 16 de janeiro deste ano. O projeto estabelece diretrizes e procedimentos para a simplificação e integração do processo de registro e legalização de empresários e de pessoas jurídicas e cria a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM). Além disso, o projeto prevê a integração do trabalho dos órgãos envolvidos no registro e legalização de empresas. A meta do governo é reduzir o prazo de abertura de empresas para menos de 15 dias. Por isso, a discussão e a votação desse projeto são tão urgentes.

A REDESIM deverá integrar todos os processos dos órgãos e entidades responsáveis pelo registro, inscrição, alterações e baixa das empresas, por meio dos seus sistemas informatizados próprios. A meta é criar uma única entrada de dados e de documentos (que será a Junta Comercial, para as empresas mercantis) e reduzir a documentação exigida ao mínimo essencial. Para tanto são eliminadas as exigências de diversos documentos, certidões, regularidade tributária e outras efetuadas pelos diversos órgãos e entidades envolvidos no registro e legalização de empresas. É criada a Consulta Prévia de endereço e de possibilidade de exercício da atividade desejada no local escolhido, assim como o Alvará Provisório para as atividades que não são de alto risco. As vistorias prévias referentes a essas atividades que não têm alto risco são transferidas para após a abertura da empresa. Será institucionalizada e disseminada a Central de Atendimento Empresarial - FÁCIL e também criado um sistema informatizado para orientação dos empreendedores, incluindo as consultas prévias e acompanhamento de processos.

       A criação da REDESIM pretende resolver a questão da burocracia para abertura, alteração e baixa de empresas, simplificando e racionalizado o processo e objetivando a redução de custos e prazos. O retrabalho do cliente e dos órgãos e entidades envolvidos deverá ser significativamente reduzido, esperando-se, também, aumento da eficiência e eficácia dos órgãos fiscais e aumento da satisfação do cliente no seu relacionamento com os órgãos públicos.

 

 

 

Projeto Redesim é aprovado na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara

    

Aprovado ontem na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, o PL que cria a Redesim

 

      Os empresários brasileiros podem comemorar a primeira vitória na simplificação dos procedimentos de abertura, manutenção e encerramento de empresas. Foi aprovado ontem (12/7), por unanimidade, na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei conhecido como Redesim. O PL cria a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios.

 

      Agora o Projeto segue para Comissão de Constituição e Justiça, onde deve ser votado no mês de agosto. Em seguida, vai direto para o Senado. A expectativa é que seja votado, em caráter terminativo, até meados de setembro.

 

      O Projeto que cria a Redesim estava na pauta da CDEIC há três semanas e não tinha sido votado por absoluta falta de quorum. Anteontem (11/07), o vice-presidente institucional da Fenacon, Valdir Pietrobon, acompanhado da Assessoria Parlamentar, fez uma verdadeira maratona na Câmara Federal. “Visitamos todos os gabinetes dos membros da comissão e entregamos uma carta explicando a importância do Projeto e pedindo a presença do deputado na reunião de hoje”, conta Pietrobon.

 

      Graças a inversão de pauta solicitada pelo deputado Gerson Grabrielli (PFL-BA), o Projeto foi votado logo que a sessão foi aberta. Para Gabrielli, o Projeto que cria a Redesim deve ser votado o quanto antes, dada a sua importância para todos os setores da economia brasileira.

 

      Para o presidente da Fenacon, Carlos Castro, a aprovação desse projeto significa uma grande conquista para todo o segmento empresarial brasileiro. “São inúmeras as vantagens que o Redesim vai proporcionar ao empresariado. A redução dos prazos e dos custos para abrir e colocar em funcionamento uma empresa, com a simplificação e racionalização dos processos, são exemplos desses benefícios”, explica o presidente da Fenacon.

 

      Carlos Castro ressalta ainda que a aprovação desse projeto representa também uma vitória para Fenacon, que desde 2004 trabalha, em conjunto com o Departamento Nacional de Registro do Comércio, para aprovar dispositivos que simplifiquem os procedimentos de abertura de empresa. “Inicialmente trabalhamos na elaboração do Projeto e depois fomos ao Congresso Nacional convencer os parlamentares da importância da matéria. Nesse último mês, o vice-presidente institucional da Fenacon, Valdir Pietrobon, visitou todos os gabinetes dos parlamentares membros da Comissão pedindo o apoio para aprovação urgente do projeto”, explica Carlos Castro.


      Na opinião do relator do projeto, deputado Lupércio Ramos, o “Projeto da Redesim representa uma grande vitória especialmente para o cidadão brasileiro, que atualmente perde tempo e dinheiro na hora de abrir sua empresa e começar a trabalhar”.


      Para o presidente da Junta Comercial do Estado do Ceará, Erle Ximenes Rodrigues, o projeto representa um avanço para a economia. “Hoje se deu um grande passo para simplificação do registro do comércio. Façamos voto para que o projeto siga urgente para Comissão de Constituição e Justiça para que seja aprovado ainda este ano”, diz Erle.

 

 

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