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BIOGRAFIA DOS HOMENAGIADOS |
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JOSÉ BERNARDO CORDEIRO FILHO – “CONTABILISTA BENEMÉRITO” Nascido em 05 de maio de l943, na pequena cidade de Candeal, no semi-árido baiano. De uma família simples, integrada pelos pais, José dos Santos Cordeiro e Antônia Alves Martins, falecidos, e três irmãos, Eunice, Vivaldo e Lourdes. Fez seus estudos iniciais em Candeal, deslocando-se depois para Feira de Santana, onde fez o curso ginasial, o científico e o curso técnico de Contabilidade, na Escola Técnica de Comercio Santanopolis. Nesse período, trabalhou como Auxiliar de Contabilidade nos escritórios de Everaldo Graça e Humberto Mascarenhas, em Feira de Santana. No dia 22 de dezembro de 1962, registrou-se no Conselho Regional de Contabilidade sob o nº 3442. Aprovado em concurso publico, começou a trabalhar no Banco do Brasil S.A., a partir de 1961, onde ocupou diversas funções. Continuou atuando em Contabilidade, junto a alguns escritórios de Contabilidade. Sua primeira opção profissional foi a Contabilidade, embora por conveniência tivesse concluído o curso superior em Ciências Econômicas, onde na conclusão do curso, em 1967, fora agraciado com a Medalha de Ouro Henriqueta Catharino, como o melhor aluno do curso. Naquele mesmo ano, concluiu a licenciatura para o ensino comercial (CAEC) das disciplinas Estrutura e Análise de Balanços e Estatística. O trabalho monográfico para a conclusão da licenciatura intitulou-se Problemática da Padronização Contábil no Brasil e no Mundo. Sua paixão pelo magistério já se manifestara desde o curso ginasial, onde dava bancas para disciplinas Português e Matemática. Mais tarde, ensinou no Colégio Santanopolis as disciplinas Analise de Balanços e Matemática Financeira. Já em Salvador, ensinou na Fundação Visconde de Cairu (curso técnico), no Colégio Carneiro Ribeiro e no Colégio Brasil. Em 1968, iniciou suas atividades docentes na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Católica, ensinando Custos e Estrutura e Análise de Balanços. Neste mesmo ano, convidado pelo grande contador e professor Pedro Dantas Pina, começou a ensinar na Universidade Federal da Bahia, as disciplinas de Contabilidade Geral e Estrutura e Analise de Balanços. Em 1968, fora selecionado para dois mestrados, optou pelo de Engenharia de Produção, na COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro, na época instituição referência para toda a América Latina. Além de ter-se destacado nas disciplinas de Custos e Economia da Produção, trabalhou na Engineering Projetos, como consultor na área de Custos. A tese defendida para conclusão do mestrado fora sobre Modelos Matriciais de Custos para organizações hospitalares. Em 1971, dois eventos importantes ocorreram em sua vida: contraiu núpcias com a professora, orientadora educacional e terapeuta familiar, Silvia Regina Costa e Cordeiro e trabalhou como analista financeiro do projeto internacional Changing the role of na universitary hospital in a brazilian comunity, onde, dentre outras coisas, incumbiu-se da implantar experimentalmente sistema de custos no HUPES. Antes disso, teria ministrado Contabilidade Hospitalar, em curso patrocinado pela AMB. Em 1971, lança pela Editora Atlas, seu primeiro livro Prática de Analise Econômico-financeira das empresas. A partir daí, enveredou-se em pesquisas na área de analise contábil, na perspectiva dos seus mais diversos usuários. Em 1972, nasce sua primeira filha, Mônica Maria, hoje casada com o catalão Sergio Meca Rodriguez, que lhe presenteara com uma netinha, Maria Clara. Neste mesmo ano, fora requisitado pelo Governo do Estado da Bahia, para atuar junto ao BANEB. Em 1972, concorreu ao cargo de Professor Assistente, na UFBA, apresentando a tese Tratamento matemático-contábil das relações recíprocas entre os centros de responsabilidade. Em 1973, o Banco Central do Brasil o requisita para montar o Núcleo de Pesquisas Econômicas, onde ocupou diversas funções, culminando o cargo de Delegado Regional para os estados da Bahia e Sergipe. Em 1976, nasce sua segunda filha, Mariana Cordeiro, casada com Clovis Magalhães, que lhe dera um netinho chamado João Pedro. Neste mesmo ano, lança seu segundo livro pela Editora Atlas, Estrutura e Análise das Demonstrações Contábeis – uma abordagem prática. Em 1978, nasce sua terceira filha, Manuela Cordeiro, que lhe presenteara com uma netinha chamada Maria Eduarda, nascida em dezembro de 1996. Em 1987, participa como Vice-Presidente do Conselho Diretor do BANEB, onde teve uma atuação marcante. Em 1996, foi o responsável pela implantação da Faculdade de Ciências Contábeis da UFBA, sendo seu primeiro diretor e reconduzido por mais um mandato. Para servir ao Reitorado, renunciou ao cargo, assumido pelo então vice, Prof. Sudário de Aguiar Cunha. Em 2001, inicia o doutorado em Engenharia de Produção – Gestão de Negócios, na UFSC, concluindo-o com a tese Painel de controle estratégico de gestão para empresas de pequeno porte. Dirige a FAPEX, na primeira gestão do Magnífico Reitor Naomar Almeida. Também por indicação do Reitor presidiu Conselho fiscal da Fundação Politécnica e suplente do Prof. Sudário Cunha na Fundação Luis Eduardo Magalhães. Integra o corpo docente do Mestrado Acadêmico de Contabilidade da UFBA, onde ensina a disciplina Planejamento Empresarial. Orientou algumas monografias nos cursos de especialização em Contabilidade e dissertações de mestrado na area de Contabilidade. Participou de inúmeras bancas examinadoras de concursos públicos para professor, de doutorado e de mestrado. Trabalhou como consultor em projetos nacionais de alta envergadura. Recebera, ao longo de sua vida, inúmeras medalhas e placas de homenagem, inclusive a conferida por este CRC, em 1990. Atualmente, além das atividades de Vice –Diretor da Faculdade de Ciências Contábeis da docência e de consultoria, participa de alguns grupos de pesquisa em Contabilidade de Gestão, em Gestão de Políticas Públicas e projeto internacional, capitaneado por equipe da Universidad del Pais Vasco e aqui no Brasil representado pelos professores Sonia Maria Gomes da Silva e José Bernardo Cordeiro Filho. Também, uma razoável quantidade de artigos científicos na área de Contabilidade de Gestão e Contabilidade Comportamental foram aprovados e publicados nos anais dos respectivos congressos nacionais e internacionais.
JULIA NOGUEIRA CERQUEIRA – “CONTADORA HONORÁRIA” 11 de julho de 1923, na pequena Pedrão nasce Julia Nogueira. Filha de camponeses que teve uma infância feliz, hoje registrada em vagas recordações da memória. Ainda muito jovem encantou-se por um primo carnal e no “ ano bom “ como se chamava o reveillon em 1941, casou-se com seu único amado. Seu Agenor Cerqueira de Freitas. Morando em sua querida e adotada região rural de Serrinha, no ano seguinte nasce seu Primogênito Ednaldo e em seguida, uma série de parição não comum para os dias de hoje. Aloísio, Jessé, Maria Dilta, Valdemiro, José, Ana Lúcia e Antonio Nogueira. Todos contadores de sucesso. Este ativo não circulante é imensuravelmente seu maior patrimônio. A determinação pelos estudos da família sempre fora seu marco. Marido na enxada, ela em casa, cozinhando, lavando, passando. Tempo e determinação não faltavam para educar seus filhos. Naquela época, somente aos 8 anos ia-se a escola. Inicialmente a rural e depois a pública, foram as únicas que seus filhos puderam freqüentar. Menos de 100 tarefas de terra e cerca de 40 ou 50 cabeças de gado era muito pouco para que seus filhos pudessem vencer na vida. Então se muda para a cidade em busca de uma vida melhor para sua família. Em 04 de Janeiro de 1961, com o coração apertado, o seu mais velho é o primeiro que parte para a “ Bahia”, como Salvador era chamada antigamente, em busca de emprego e vitória. Depois o segundo e terceiro também se foram. Coração partido, mas cheio de esperança com a possibilidade de crescimento dos seus bambinos, era seu maior consolo. Em 1969, começa a história desta família com a ciência da Contabilidade. Os três mais velhos enveredam na profissão. As empresas Delta de eletrificação e a Ornato Box e vidros foram as primeiras e até hoje são seus clientes. Empregados pelo dia, contadores pela noite e finais de semana adentro. Crescendo devagarzinho e cronologicamente por idade, trazendo da saudosa Serrinha, seus outros irmãos e irmãs, juntos e unidos, vão construindo melhores dias para seus pais e toda a família. Já são 42 anos de atividades e centenas de clientes e colaboradores. Esse é o grande legado desta família. Engajados no compromisso com a seriedade e a ética profissional, com a vigília e exemplo dos seus pais, pelo respeito ao cliente as leis da republica, esta família construiu e continua construindo marcas significativas que se registram para a história da contabilidade Baiana. “Em dever de justiça e reconhecimento, um “verdadeiro “ exército de contadores arquitetos “, muitos deles, hoje profissionais de grande sucesso, foram partes integrantes e indissociáveis desta grande Conquista. Os irmãos Nogueira têm neles e nelas uma eterna gratidão. Julia e Agenor deliciam-se com a vitória dos seus filhos e colaboradores, que alicerçaram humildemente na formação de uma grande profissão em nosso Estado. Uma grande família também registra e contabiliza grande sofrimento e perda irreparável. Em Dezembro do ano passado, faltando 15 dias para completar 69 invejosos anos de casamento, já com 90 anos, seu querido Agenor é chamado por Deus para o descanso eterno. Sua amada Julia, oito filhos, noras e genros, 19 netos e 9 bisnetos, dezenas de parentes incontáveis amigos e seguidores jamais o esquecerão. Saudosa, porém forte, perseverante, amada e determinada, renasce em Julia, na jovialidade dos seus quase 88 anos, a missão, como matriarca e sempre educadora, de continuar dando exemplos a esta família de contadores e contadoras que merece o respeito e a consideração dos mais de 30 mil contabilistas de nosso Estado. Dona Julia Nogueira Cerqueira, O Conselho Regional de Contabilidade do Estado, representando os mais de 30 mil contadores e contadoras da Bahia tem a honra e a satisfação de convidar-lhes a receber esta justa homenagem. O título de Contadora Honorária da Bahia. |