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A medida, que
entra em vigor a partir de 1.º de setembro, beneficiará cerca de 350 mil
empresas, das 952.561 que pagam o seguro.
O governo cedeu às pressões da indústria e decidiu reduzir pela metade a
alíquota do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT), atualmente de até 3% da
folha de pagamento para as empresas que não registrarem nenhum tipo de
acidente. A medida, que entra em vigor a partir de 1.º de setembro,
beneficiará cerca de 350 mil empresas, das 952.561 que pagam o seguro. Por
outro lado, as companhias que esconderem informações e forem pegas pela
fiscalização terão de pagar o dobro do tributo que teria de bancar.
Essas foram algumas das mudanças feitas pelo Conselho Nacional de Previdência
Social (CNPS) no Fator Acidentário de Prevenção (FAP), que é utilizado no
cálculo do SAT e que pode aumentar ou reduzir o valor desse seguro dependendo
dos investimentos feitos em prevenção de acidentes. O objetivo é impedir novas
ações judiciais questionando a aplicação do FAP.
Também foi decidido no CNPS que será mantido, em 2011, o desconto de 25% para
as empresas que tiveram aumento da alíquota do seguro, por causa da criação do
FAP, como incentivo para priorizem programas que contribuam para a redução dos
acidentes do trabalho.
Entretanto, as companhias que registrarem óbito e invalidez, exceto acidentes
de trajeto, não terão direito ao desconto. A expectativa é de que pelo menos
74 mil empresas sejam beneficiadas com o desconto.
Ações na Justiça. Por se sentirem lesadas com o aumento da alíquota do SAT, as
empresas começaram a questionar a nova fórmula de calculo na Justiça. Por
enquanto, existem 7 mil ações administrativas sendo avaliadas no Ministério da
Previdência Social e outros 250 questionamentos nos tribunais de Justiça.
Segundo o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, a decisão de
afrouxar algumas regras do FAP não significa um recuo do governo, mas deixou
claro que é preciso diminuir a quantidade de ações na Justiça.
Apesar da flexibilização das medidas, não há compromisso das empresas de
retirar as ações judiciais que estão tramitando na justiça. Com as alterações
feitas pelo governo, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI),
Armando Monteiro Neto, afirmou que haverá maior transparência no cálculo do
SAT.
Fonte: O Estado
de S. Paulo |